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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
São Paulo e Inter fazem reunião para discutir a liberação de Dagoberto
Por Dagoberto em janeiro, Inter se reaproxima do São Paulo
Fernandão, ex-jogador do clube paulista, serve como diplomata na união entre duas diretorias que não se davam bem
O zagueiro Miranda jogaria no Inter. Estava tudo acertado - até o São Paulo aparecer e levar o jogador. E não foi exceção. O mesmo aconteceu com jogadores como André Lima (curiosamente, hoje no Grêmio) e Cleber Santana. Na hora de responder, os colorados pegaram pesado: tiraram do Morumbi o meia Oscar, uma das principais promessas nascidas na base do clube tricolor, envolvido em briga jurídica com os paulistas. Foi quase um rompimento na relação entre os clubes, abalada também pelo constante assédio são-paulino a Guiñazu.
Mas quis o destino que Fernandão virasse diretor técnico do Inter. A última equipe do ídolo colorado foi justamente o São Paulo. Coube a ele o papel de elo entre os dois clubes. O núcleo do processo é Dagoberto, que trabalhará no Beira-Rio em 2012 – ou em abril, ou já a partir de janeiro.
Nesta terça-feira, Fernandão se reuniu com o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, e com o auxiliar técnico Milton Cruz – também esteve no almoço um dos assessores de futebol do Inter, Cuca Lima. O diretor técnico falou muito bem do papo. Tratou Baptista e Cruz, em especial, como amigos.
- As pessoas lá são muito legais. O Milton Cruz é um grande amigo – disse Fernandão, nesta quarta, no Beira-Rio.
A reaproximação é essencial para o Inter, que precisa ter o São Paulo como aliado se quiser contar com Dagoberto já em janeiro. O contrato do atleta com o clube paulista termina só em abril. A situação foi conversada na reunião – mas, segundo Fernandão, sem referências a valores.
O São Paulo abriu as portas para novos encontros. Ou seja, se mostrou disposto a negociar a liberação de Dagoberto três meses antes – algo que parecia bem menos provável há alguns meses. Mas o estreitamento das relações não renderá um presente para os colorados. O Inter terá que pagar. Só não sabe quanto.
- Se tivermos que esperar até abril, podemos esperar – observou Fernandão.
O Inter ainda não oficializou a contratação de Dagoberto. O gesto deve ocorrer somente após o Brasileirão. O contrato terá validade de cinco anos. Em clima de despedida, o jogador treinou no time reserva nesta quarta-feira e, durante a atividade, foi sacado do trabalho pelo técnico Emerson Leão.
Após três expulsões e pouco futebol, Denilson projeta reação em 2012
Volante foi contratado junto ao Arsenal (ING) no meio do ano, mas não rendeu o esperado pela diretoria. Ele terminará a temporada como titular
Com a temporada 2011 perto do final, o atleta já faz um balanço e sabe que precisa melhorar bastante no primeiro semestre do ano que vem, tempo em que ainda terá contrato com o São Paulo. Em julho, ele terá de voltar ao seu ex-time.
- No aspecto pessoal, fico muito triste por terminar a temporada dessa forma. Claro que ainda falta um jogo, há esperança pela Libertadores. Mas fico triste, por ter voltado com o pensamento de ser campeão e não ter conseguido. Mas ainda faltam seis meses, espero esfriar um pouco a cabeça, aproveitar as férias com a minha família, para voltar o mais profissional possível e conseguir as coisas ano que vem – afirmou o jogador.
Denilson não concorda com o rótulo que recebeu de “jogador violento” após as três expulsões na temporada.
Juvenal elogia Leão, critica time e ataca Corinthians e Andrés Sanches
Presidente são-paulino diz que treinador está fazendo um grande trabalho e que causa 'espanto' o risco de o Tricolor ficar fora de outra Libertadores
– Para o São Paulo, não jogar a Libertadores não é normal. Quando era diretor, fomos sete vezes seguidas após 12 anos de ausência. Isso é algo cotidiano. Espanta quando não vamos porque somos os que mais participam. Isso não agrada a muitos, mas é a pura realidade. O Corinthians tem uma história muito ruim. Quando vão, não conseguem entrar e, quando entram, não ganham. Eles não são parâmetros para falarmos de Taça Libertadores – atacou Juvenal.
Na sequência, o mandatário tricolor foi questionado sobre o fato de Andrés ter sido nomeado como diretor de seleções da CBF. Rindo bastante, respondeu.
– Eu penso que o futuro indicará a resposta que você precisa. Eu não a tenho.
'Falha' está no elenco; Leão deve ficar
Juvenal também deu a entender que está cada vez mais perto o anúncio da permanência do técnico Emerson Leão no São Paulo. O acordo entre as partes já existe, falta apenas a palavra final do presidente, que disse que o veterano treinador tem tudo para começar 2012 tentando recolocar o Tricolor no caminho dos títulos – o último foi o do Campeonato Brasileiro de 2008.
Quando questionado sobre a permanência do treinador, Juvenal repetiu o que o diretor de futebol, Adalberto Baptista, havia dito no último domingo: o problema no São Paulo não está no treinador e sim, no perfil errado do grupo. O presidente, inclusive, esteve no CT da Barra Funda nesta quarta-feira para se reunir com o treinador e com o goleiro e capitão Rogério Ceni.
– Hoje, a análise que pode se fazer é que ele foi bem, foi razoável, não no resultado, mas sim no trabalho. Onde está a falha? No elenco, que teve uma série de técnicos e não conseguiu produzir. O resultado não foi bom porque a equipe não correspondeu. Ele foi bem. Investiguei bastante e todas as respostas que recebi foram ótimas. Ele trabalhou sério, pegou pesado com os jogadores. Por enquanto, está correspondendo. Ainda vou conversar com o Adalberto (Baptista), sentir um pouco mais as coisas e definir, mas a tendência é que ele fique – afirmou Juvenal.
Juvenal acredita que o perfil do grupo do São Paulo precisa ser modificado, principalmente porque o futebol brasileiro hoje está muito nivelado.
– A análise precisa ser mais serena, completa e profunda. O São Paulo não foi bem, alguns atletas não produziram o que a gente esperava. Eu quero um time de guerreiros. Eles ainda vão lutar pela vaga na Libertadores mas, de qualquer maneira, não tivemos uma bela performance em 2011 – disse o dirigente.
Contra rival que costuma dar sorte, Lucas mostra fé na Libertadores
Meia são-paulino marcou um gol de placa no clássico realizado na Vila Belmiro, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro
Depois de ter cumprido suspensão na derrota para o Palmeiras, no último domingo, por 1 a 0, o meia Lucas será a principal novidade do São Paulo para o duelo do próximo domingo, contra o Santos, que será disputado em Mogi Mirim. E o rival da Vila Belmiro, que atuará com o time reserva, traz boas recordações para a joia são-paulina.
No início de 2010, ele era titular do time comandado por Sérgio Baresi, que derrotou o Peixe na decisão e conquistou o título da Copa São Paulo de Juniores, no estádio do Pacaembu. E, no primeiro turno do nacional deste ano, o meia marcou um gol de placa em plena Vila Belmiro (assista ao vídeo). Vale lembrar que, na ocasião, a partida terminou empatada por 1 a 1.
- Eu sempre me lembro dos jogos que marquei gols. Espero fazer outro. Mas se eu não puder marcar, espero ajudar o São Paulo a sair com esta vitória, que será muito importante - afirmou o jogador, em entrevista ao site oficial do clube do Morumbi.
Embora reconheça que a situação da equipe é difícil, já que o time necessita de uma combinação de resultados para se garantir na Taça Libertadores da América de 2012, o garoto bota fé, mas deixa claro: para que o time possa torcer nos outros jogos, é preciso primeiro fazer a sua parte.
- Sabemos que é difícil, mas não podemos baixar a cabeça, desanimar. Temos de fazer o nosso papel e torcer por uma combinação de resultados. É difícil, mas não impossível. São três clássicos também, onde podem acontecer os resultados que a gente espera. Os rivais não vão querer deixar os outros vencerem. Em clássicos, as equipes sempre dão um pique a mais – ressaltou.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Fabuloso exclusivo: 'Não sou bichado e vão engolir o que falaram de mim'
Ao longo de 45 minutos de papo, percebe-se claramente o carrossel de sensações que toma conta do camisa 9 do Tricolor há 175 dias, desde que sua contratação foi anunciada por € 7,6 milhões (R$ 17,5 milhões). A alegria da chegada ao aeroporto, a surpresa e a emoção de ver a festa no Morumbi tomado por 45 mil pessoas em um dia que não havia jogo, a ansiedade de ter o nome relacionado para enfrentar o Avaí, a tristeza de ser cortado por causa da fibrose, o desânimo de ter de ser operado para sanar o problema e o desespero em saber que, após ter um problema de cicatrização, necessitaria de uma nova cirurgia.
Mas o atacante de 30 anos não desiste. Mantém o foco no tratamento e está prestes a iniciar a última etapa da recuperação para sua volta aos gramados, que deverá ocorrer entre a segunda quinzena de setembro e o começo de outubro. Nesta entrevista, o Fabuloso abriu o jogo: falou da dura rotina da fisioterapia, de como foi revoltante ouvir os comentários de que estaria bichado, que sonha reestrear no clássico contra o Corinthians, no dia 21 de setembro. E mais: que acha possível encerrar sua carreira como maior artilheiro da história do clube.
- Ultrapassar o Serginho Chulapa não será uma meta fácil, mas é possível. Seria maravilhoso poder marcar o nome na história do São Paulo pelos títulos conquistados e por ter me tornado o maior goleador de todos os tempos. Até porque seria um marca difícil de ser batida - afirmou o Fabuloso, entre muitas outras coisas. Confira abaixo:
Luis Fabiano: Não é fácil. Eu não esperava. A festa na minha apresentação foi um momento histórico, nunca tinha visto nada parecido no Brasil. Daí para frente, não esperava passar por tantas dificuldades. Mas acho que são coisas pelas quais eu tinha de passar. Na minha carreira, nunca havia ficado mais que dois meses machucado. Agora é ter paciência. Não existe momento certo para machucar. Mas pelo menos tudo isso está ocorrendo no clube que sempre sonhei voltar e isso, sem dúvida, me dá mais motivação para superar tudo que está acontecendo. Estar no São Paulo é o que faz trabalhar ainda mais.
Como está sendo lidar com todo esse processo?
Esperava jogar contra o Avaí (dia 4 de maio, pela Copa do Brasil). Em dois dias, fui da alegria de treinar e ser convocado (pelo técnico do São Paulo) para a tristeza de saber que não jogaria por causa da fibrose e que teria de operar. Aí, você para, pensa e busca forças na família e nos amigos. Todo esse período fora tem me ensinado muitas coisas. Está servindo para eu crescer. Tem sido uma lição de vida.
Fale sobre a sua rotina de tratamento...
Machucar é difícil por isso. Você precisa ter muita cabeça para enfrentar tudo o que os fisioterapeutas pedem para a gente fazer. São muitos exercícios e pior, é muita repetição. Para piorar, é tudo dentro de um ambiente fechado, onde todo jogador odeia ficar. E você não tem folga. É sábado, domingo... Teve dia em que cheguei aqui às oito horas da manhã e fui embora às seis, sete da noite.
Você se assustou com tudo que aconteceu?
Assustar, não assustou. Mas não esperava. Sinceramente, como todos, achava que, tirando a fibrose, tudo estaria resolvido. É claro que, após uma cirurgia, teria de fazer fortalecimento, mas não esperava outro problema (falta de cicatrização). A cicatriz é grande porque a fibrose era grande. Além do que, na segunda operação, foi preciso tirar um músculo, juntar outros dois e costurar. Eu sei de tudo que aconteceu, os médicos me explicaram.
Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Os erros que cometi naquela passagem foram dentro de campo. Fora, sou completamente diferente. Em 2003, tinha 21 anos, não pensava em nada antes de fazer. Agora já rodei bastante, sou pai e você aprende. Passa a pensar antes de fazer. O momento agora é completamente diferente.
Em algum momento perdeu a cabeça?
Posso te dizer que em vários momentos fiquei bravo, mal-humorado, reclamei muito. Mas durava um minuto (risos). Essa rotina é desgastante, mas é necessária, eu preciso passar por isso para voltar. Nos momentos em que ficava deprimido, várias pessoas apareciam para me dar força e superar.
Em todo esse período como tem sido o contato com os demais jogadores?
Posso dizer que, desde o meu primeiro dia aqui, fui muito bem recebido por todos. Eles passam pelo Reffis, cumprimentam, brincam. Isso é importante, dá muita força. Até porque também existe a expectativa deles de quando poderei estar em campo para trabalhar no dia a dia e ajudá-los em campo.
Sinceramente, não! Se estou aqui, é porque tive uma grande parcela de contribuição. Todo mundo está vendo tudo que estou fazendo para jogar. Não me sinto pressionado por ninguém da diretoria e nem do departamento médico. Todos me dão apoio integral. Não tenho nenhuma dúvida. O futebol é assim, são coisas que você não espera, mas que precisa enfrentar. Esperava ser apresentado e jogar após três ou quatro semanas. Esse era o prazo inicial.
Como está sendo viver como torcedor?
Não é fácil. É um sofrimento constante ficar fora, ainda mais eu sou que sou um cara que tinha de estar lá dentro para ajudar. Quando perde, sou como o torcedor, fico p.. da vida, frustrado.
Você veio para trabalhar com o Carpegiani e, do lado de fora, o viu ser demitido. Como foi esse processo?
É difícil um treinador perder duas ou três partidas e seguir no comando. Vários já caíram. Lamento muito porque tinha vontade de jogar com o Carpegiani. Mas são coisas do futebol, perder clássico (referindo-se a derrota de 5 a 0 para o Corinthians) complica demais, gera desconfiança. Está sendo assim com o Tite no Corinthians. No futebol brasileiro, isso é normal.
Eu não ouvi da boca dele, mas escutei os comentários. Se isso vai acontecer, só Deus sabe. É a opinião dele.
Durante os incidentes enfrentados durante a recuperação, certamente você deve ter escutado comentários de pessoas que questionaram o seu estado físico, dizendo que você teria vindo bichado para o São Paulo.
Eu tenho certeza de que vou voltar a jogar. Não vim bichado e muita gente vai engolir o que falou. É lamentável alguém dizer isso porque não estão falando só de um jogador e sim, de um ser humano. Joguei três anos sem férias por causa da Seleção Brasileira, o Sevilla (ESP) não queria me vender porque acreditava que eu voltaria antes do fim da temporada passada, em maio. O que aconteceu pode acontecer com qualquer um no futebol. Mas não adianta ficar falando, na hora certa eu vou dar a resposta em campo.
Na sua primeira passagem pelo São Paulo, você teve o Kaká como seu grande parceiro. Hoje, o Lucas é a grande revelação e percebe-se que existe um entrosamento muito grande com você. É possível comparar os dois?
No talento, sem dúvida. O Lucas chama a atenção, é diferenciado e, sem dúvida nenhuma, vai se tornar um grande jogador. Mas ele o Kaká têm estilos completamente diferentes. O Kaká é mais alto, mais forte e atua de maneira mais centralizada. Os dois são rápidos, mas o Lucas atua mais pelas pontas.
Quando você volta?
Eu só posso dizer que está perto. Essa é a confiança que tenho. Eu pergunto todos os dias para os fisioterapeutas quando vou voltar. Por mim, já estaria no campo, afinal não sou médico e não tenho mais dor. Mas sei que preciso fazer fortalecimento e equilibrar a musculatura. Ninguém mais quer que esse dia chegue do que eu.
A sua volta está próxima, isso é fato. E claro, surge a pergunta: quem vai sair do time?
Isso é com o treinador. Mas eu não quero jogar por nome, quero jogar porque tenho condições. Estou aqui para tentar fazer o meu melhor e mostrar que posso estar em campo. E, se for preciso, estou disposto a lutar pelo meu lugar. Aqui é um grupo e o São Paulo precisa de todos.
O torcedor do São Paulo olha para a tabela, olha para o dia 21 de setembro e vê o clássico contra o Corinthians no Morumbi. Dá para sonhar com o Luis Fabiano em campo?
Eu também vejo a tabela e olho para o dia 21 de setembro. Sonhar não custa nada, não paga nada. Sei que a realidade é diferente, mas eu sonho poder jogar esse jogo. Seria especial porque jogar e ganhar esse clássico tem um gostinho a mais.
Quais são os seus planos no São Paulo?
É claro que o primeiro é jogar e isso estou bem perto. Depois, quero brigar pelo Campeonato Brasileiro, o que vai nos levar para a Libertadores no ano que vem, que é um grande objetivo que tenho. É por isso que voltei e é por isso que luto todos os dias. O que o torcedor fez na minha festa foi especial, não esperava nem a recepção que aconteceu no aeroporto. Com tudo isso, sei que a minha responsabilidade aumenta. Todos querem ver o Luis Fabiano do passado. Hoje, sou outro jogador, mas estou pronto para ajudar.
Hoje você é o 12º maior artilheiro da história do São Paulo, com 118 gols (em 160 jogos). Para alcançar o Serginho Chulapa, que é o primeiro e tem 242, faltam 124. Acha isso possível?
É uma meta complicada, mas é possível. Em três anos e pouco, terei de marcar mais ou menos 40 gols por temporada. No meu melhor ano no São Paulo, fiz 45. Não é fácil, mas é algo motivante. Pelo carinho que tenho pelo clube, seria legal marcar o nome na história por títulos e por ser o maior artilheiro da história. E acho que, se isso ocorrer, ninguém vai me alcançar. Até porque, quem surge hoje e destaca, logo vai para a Europa. Ficaria para o resto da vida.
Você pensa na Copa de 2014?
Pensar, eu penso. Enquanto eu jogar, acho que tenho condições de estar na Seleção. Seleção é o tipo da coisa que nunca pode sair da sua cabeça. Mas ainda tenho muitas etapas para percorrer antes de pensar nisso.
Passado mais de um ano, você já conseguiu entender o que aconteceu na Copa do Mundo de 2010?
Não entendo, não aceito e ainda dói demais. Não tem explicação. Ninguém consegue entender como fizemos um brilhante primeiro tempo contra a Holanda e uma segunda etapa horrível. Em Copa do Mundo você não pode errar. Quando isso acontece, ainda mais diante de um adversário como a Holanda, você perde (o Brasil perdeu por 2 a 1 e foi eliminado nas quartas de final). Depois, com um homem a menos (Felipe Mello foi expulso) e todo o nervosismo, ficou difícil reagir. E o Dunga acabou crucificado, o que achei um absurdo.
Como torcedor, fiquei triste de não ver o time na final. Futebol é isso aí. Todos pediram a renovação, ela foi feita e, como não ganhou, não serve mais.
O que você pode falar do Neymar, que hoje é o melhor jogador do futebol brasileiro?
É uma das maiores revelações que já surgiram no Brasil. Ele não está apenas jogando bem, o moleque é bom mesmo. Espero poder enfrentá-lo na última rodada do Campeonato Brasileiro (jogo marcado para o Morumbi no dia 4 de dezembro).
O futebol brasileiro vive um grande momento. Grandes craques estão voltando e o resultado é que o Campeonato Brasileiro está sendo muito disputado. Como vê isso?
Estou achando muito legal. Gosto de enfrentar grandes jogadores, isso valoriza o campeonato. Acho que voltei no momento perfeito. O campeonato tá legal, disputado, logo estarei pronto para enfrentar Neymar, Ronaldinho e outros. Hoje, todo mundo lá fora observa o Campeonato Brasileiro de uma maneira totalmente diferente.
Para fechar, deixe uma mensagem para o torcedor são-paulino.
Quero agradecer o apoio que estou recebendo desde que cheguei. Onde vou, só escuto palavras de incentivo. Estou lutando muito para voltar e logo logo o Luis Fabiano estará de volta para dar muitas alegrias ao torcedor do São Paulo.



